"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...Ou toca, ou não toca." - Clarice Lispector

Por aqui passam

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

"Amor, Desejo e Outras Liberdades"


...Tudo começou com um olhar
Depois de um toque
Despertar do Desejo
Eis que nasce um sentimento
Que aos poucos se expandia
Meu corpo todo extremecia
Ao ouvir uma voz
Ao sentir um cheiro
Os hormonios todos em conflitos
O calor tomava-me por inteira...





Me contorcia de desejo
Olhava-me no espelho
Lábios vermelhos
Serrados
Mãos tremulas
Ah!...Quantas sensações!!!
Muitos sonhos realizados
Alguns idealizados
Tudo estava perfeito
Nada me atingia
E a nossa sintonia?






Agora estou aqui desiludida
Andando pela vida
Vestido varrendo o chão
Escondendo todos os sonhos
Passando pelo lugares
As lagrimas que agora me aquecem
E o Coração?
Grita de dor e PAIXÃO
Onde foram parar os sonhos?

DESEJO E DOR...




Agora estou cá
Com a Rosa do Amor
Queimando de Desejo
Sob um peito sofredor

"Eis aqui a desilusão do AMOR"

As promessas quebradas
As mentiras ditas
Pouco á pouco reveladas...

sábado, 4 de setembro de 2010

“Não é mais VOCÊ”


Por muito tempo vivi uma ilusão
Que só me machucou
Achava que com o tempo e com o amor poderia mudar tudo
Mudar seu mundo
Mas hoje percebo que as coisas não são bem assim
E que a perfeição que visualizava junto com o meu amor por ti acabou
Pois é chegou ao fim
Eu não queria que fosse assim
Mas nem tudo o que queremos podemos ter
E você é um desses sonhos impossíveis
Agora vejo que não é você
Pelo simples fato de você não querer
Não ter os mesmos sonhos
Enfim,
Revendo sua face à dias atras pude perceber o quanto você é diferente
Revendo os seus movimentos
Revendo o seu rosto
Revendo sua boca
Revendo você nas minhas lembranças
Revendo pude ver o que você realmente é.
E não é isso que quero para mim
Não é mais VOCÊ!!!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

“Use-me”


Nos olhos vejo o brilho intenso
Olhos que hipnotizam
Olhos que me deixa cega de tanto desejo
Olhando já não sinto
Olhando ausento-me de mim
O “sim” ECOA antes da proposta ser feita
Derreto-me
Passo as mão no rosto, que descem ao pescoço e visitam o colo
Os labios corados, serrados em desejo
Acusam-me
De olhos fechados vejo meu desejo como perfeição
Sinto o cheiro
Sinto o toque
Permito-me aos devaneios dos meus desejos
Olhando a distância
Imagino tantas coisas
O calor me domina
Ao desejo entrego-me
E em pensamentos lhe peço
Use-me
Use-me


(Continua)

“O Primeiro dia de sol ”


Finalmente a guerra chegou ao fim
Ainda sentia-se cansada
As dores do corpo eram intensas
Mas, a alma estava livre
E saindo do campo de batalha
(lugar onde viveu por muitos anos)
Pela primeira vez, pode respirar
Abriu os olhos
Encheu os pulmões
E deu o maior grito que conseguiu
Aquele foi...
O grito da liberdade
O grito do desabafo
Sentia as lágrimas rolando
Sentou-se na grama verde
Levantou a cabeça e permitiu que os primeiros raios de sol aquecesse sua pele gelada e sem cor
Naquele momento sentia-se vencedora, sentia-se feliz
Até aquele dia nada tinha sido fácil
A guerra de sentimentos
Momentos de traição
Dias de angústia
Noites em claro
Sangue nas mãos
Sangue no corpo
Sangue na alma
Mas...
Tudo havia acabado
Finalmente conseguiu entender muitas coisas
Perdoar muitas atitudes
E a sensação daquele momento?
Era indescritivel
A emoção era tão intensa que não encontrava palavras que pudesse expressar.
Percebeu que nunca esteve sózinha
Percebeu que sempre teve o amor ao seu lado
Só não conseguia ve-lo
Não conseguia senti-lo
Compreendeu que ela tinha a “DEUS”, e que nada mais era tão importante quanto isso.
E que apartir daquele momento tinha saido da escuridão em que vivia
A dor?
Já não existia mais
Aos poucos foi se renovando
A cada minuto sentia que nascia uma nova mulher
Livre dos complexos
Livre das opiniões
Livre dos julgamentos
O caminho que iria percorrer era mais justo – Havia rosas por todos os lados, os espinhos eram inevitaveis, mas tinha a certeza de que seria mais facil e que não desistiria de mais nada
Estava de mãos dadas com o criador e sabia que VITORIA era certa.

(Continua)

Ao som de Clair de Lune – Claude Debussy