"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...Ou toca, ou não toca." - Clarice Lispector

Por aqui passam

quinta-feira, 8 de julho de 2010

“Desventuras De Um Soldado”




No campo de batalha
Lutava contra ele próprio
Tentava esconder os seus verdadeiros sentimentos
O seu superego o fez cometer erros imperdoáveis
Sei que no inicio sua vaidade falou mais alto, sentiu-se superior e desejado.
O Soldado traiu seu próprio sangue
E revelou como se fosse uma vitória
Causando um sentimento de tristeza plena aquela alma que ouvia suas revelações
Algumas decisões já tinham sido tomadas, quando o soldado resolveu entrar em campo novamente.
E um coração frágil e apaixonado cedeu dando-lhe mais uma oportunidade
Resolveu esquecer tudo o que ouvira
Resolveu esquecer o passado
Mas era tão nítido que se tivesse uma outra oportunidade de botar sua tão preciosa vaidade em evidencia assim faria
E foi isso o que aconteceu
Traiu novamente
Arrebatou uma alma
Esqueceu todas as palavras ditas
Esqueceu tudo o que havia jurado
Um Soldado que esquece seus juramentos não é digno de perdão
Aliou-se com as tropas inimigas para adquirir poder e mais uma vez sentir o gosto da vaidade
E para ser aceito novamente
Espalhou coisas absurdas
Fingiu acreditar em algumas revelações para continuar sentindo-se fiel aos seus juramentos.
Para continuar sentindo-se limpo do sangue que foi derramado naquele combate injusto e cruel.
Sangue inocente manchou algumas almas
E apenas um tem consciência desse fato tão medonho
Será que um dia esse Soldado ira se recordar dessa traição?
Será que um dia nem que seja em seu leito de morte ira suplicar pelo perdão de seus pecados?
Será que mesmo com tantas desventuras o Soldadinho consegue ser feliz?
Essas perguntas ficam no ar
Mas ate quando essa tortura ira prosseguir?
Quando me lembro do primeiro contato sinto uma angustia indescritível
Faço-me a mesma pergunta todos os dias
Por que existem Soldados tão cruéis?
Que lutam a favor das tropas inimigas e sentem orgulho ao desfilar com sua medalha que brilha escondendo um coração de pedra

“Matar”




É uma palavra tão forte
É uma palavra tão pesada
É uma palavra que declara o fim
Declara um fim planejado
Talvez merecido?
Mas...
Matar é pecado!
Matar é crime!
É pecado matar com sofrimento
É pecado matar sem motivo
Matar é crime
Alguém vai cobrar justiça
Alguém vai cobrar vingança
Alguém vai chorar
Alguém vai sorrir
Alguém vai sofrer
Alguém se realizara

Matar os sonhos
Matar um sorriso
Matar a alegria
Matar o brilho de um olhar
Matar uma alma
Matar um espírito

É crime
É pecado

Principalmente quando o coração não morre
Principalmente quando o corpo continua vivo

Isso é pecado
Isso é crime

E o castigo?
Será quem um dia chegara?
Talvez...
Mas o que importa é que alguém morreu

Quem morreu?

A esperança morreu
A alegria morreu
Um vazio ficou
Ali será eterno

Isso é crime
Isso é pecado

“É noite”




O sono não vem
E às vezes as lembranças me tomam.
Fico triste!
Não é mais na mesma intensidade de antes, mas ainda é dor.
Gostaria tanto de esquecer.
Tem dias que até consigo.
A esperança chega tão dominadora e entrego-me a ela de uma maneira tão encantadora que sinto minha alma feliz. Mas como se fosse como um passe de mágica tudo desaparece.
E ficam comigo as lembranças e a solidão.
Queria poder tirar os pés do chão.
Mas meu mundo não me permite isso.
Já é noite.
Todos dormem.
Os sonhos vem.
Planos se formam.
E eu aqui.
Meu “Deus” até quando vai ser assim?
Por que coisas têm que acontecer?
Por que alguém tem que chorar para outro sorrir?
Por que comigo teve que ser assim?
Ainda é noite!
O tempo passa.
Em breve o sol nascera.
E eu aqui.
Em meios as minhas duvidas.
Em meio as minhas lembranças.
Em meio a minha dor.
E pergunto-lhe mais uma vez.
Ate quando vai ser assim?
Os sonhos?
Ah! Os meus sonhos!
Aqueles sonhos... Tornam-se cada vez mais distantes.
E a culpa que mancha a minha alma me tortura.
Não sei ate quando resistirei.
Preciso de vida!
Uma nova vida em mim!
Algo que faça com que volte a sorrir.

“Desintegração”




Sumir seria bom!
Conquistar novos horizontes
Viajar sem destino
Encontrar-me por ai
Sair do Iapoque ao Chuí

Essa é a vida que quero pra mim
Desintegrada da minha realidade agora estou
Esse “mundo” onde me encontro agora onde nunca me pertenceu
Deve ser por isso que não sofri
E agora um desejo forte estou a sentir
Quero descobrir um outro “mundo”
Um novo “mundo” para mim.