
Depois de toda aquela emoção da primeira vez
Finalmente ela recobrou os sentidos
Percebeu que nada nunca era totalmente ruim e nem totalmente bom
E foi isso o que buscou durante todo aquele período de escuridão.
Levou algum tempo para reconhecer que agora estava onde nunca deveria ter saído.
Estava em si
Sentia a grama molhada em seus pés descalços
Sentia que agora eles estavam bem
Livres
Sem dores
As marcas seriam passageiras
E o sol?
Ah! O sol estava lá “brilhando”
Como sempre esteve
Ele também estava lá nos dias cinza esperando ser notado, admirado.
Em frente ao espelho, solta seus cabelos. Encara-se.
Fica ali parada... Apenas observando
Tentando se definir
Se redescobrir
Abriu a janela, o deixando entrar por todos os cantos
Deitou-se e permitiu que ele a aquecesse
Dormiu... Tranqüila... E naquele momento feliz!
(Continua...)
Ao som de Clair de Lune – Claude Debussy


