"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...Ou toca, ou não toca." - Clarice Lispector

Por aqui passam

terça-feira, 5 de outubro de 2010

“Um Coração de Pedra”



Às vezes me pergunto
Como faz para ser assim?
Tão superior
E não demonstrar nenhum tipo de sentimento
Nem através do brilho do olhar
Nada o deixa abalado
Ou pelo menos interpreta muitíssimo bem.
Mas mesmo assim...
Só se vê um certo desdém
E mais uma vez pergunto-me
Como faz para ficar assim?
Essas atitudes me deixam um tanto intrigada e curiosa
Há algo no brilho daquele olhar que me atraí
Talvez me seduza
Ainda não sei
Ainda seja muito cedo para ter certeza de algumas coisas
Mas...
Gostaria de conseguir uma certa aproximação
Mas percebo que não há espaço para mais nada
Mas sinto
Apenas sinto
Que ali ainda mora um “coração”
De “pedra”, mas um “coração”
E vejo que é lindo!
Sinto que é “frio”, “triste” e “solitário”
Mas ainda é um “coração”
Talvez cansado de tanto sofrer!

“Como esquecer certas coisas?”



Cheguei ha algumas conclusões
Depois de tanto pensar e observar algumas atitudes,
Depois de viver e permitir certas coisas
Depois de me desesperar e ficar a beira da loucura.

“... Só conseguimos esquecer certas coisas, vivendo outras...
Não precisa ser tão intenso quanto foi um dia...
Apenas se dar novas oportunidades de sorrir e voltar a acreditar nos sonhos e nas pessoas...
Vendo assim...
É tudo tão simples!
Mas depois de tudo... Voltar a viver certas coisas é um tanto complicado,
Mas... Essa seria a melhor saída, ou talvez a mais coerente...”

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

“Quem Sabe...”





“Quem sabe o que é ver quem se quer partir
E não ter pra onde ir
Faz tanta falta o teu amor, te esperar...
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser assim
Quem sabe o que é ter sem querer pra si
Não fala do que eu deveria ser...”

Comp: Rodrigo Amarante – Los Hermanos

E quando se abre os olhos depois de uma linda noite de luar
E vê que tudo não passou de uma ilusão
E que nada mais existe!
E seria melhor que não existisse mesmo!
A não ser a saudade que agora esta aqui.
A não ser “esse” desejo que agora mora em mim.
E ao lembrar dos bons momentos.
O corpo todo estremece!
Os musculos não resistem a toda essa descarga de emoções
E eu...
Fico perdida sem saber o que fazer
E agora meu corpo...
Treme, treme e treme
E não para de tremer....
Acho que é isso...


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

“Certeza?”



Às vezes eu queria ter um pouco de certeza.
Certeza do que fazer da vida.
Certeza de que o amanhã será bem melhor.
Certeza de que o futuro será feliz.
Certeza de que as atitudes de hoje serão as melhores.
Certeza de que a cor da sala seja a mais harmoniosa.
Se todos os meus esforços serão recompensados.
Só queria ter certeza!
De que quando abrir os olhos as pessoas ainda estarão aqui.
Se elas ainda serão as mesmas.
Com suas essências, defeitos e perfeições.
E eu será, que ainda serei a mesma?
Insegura, inconstante e sempre com uma “IN” a mais?
Essas duvidas me deixam assim meio que bloqueada.
Já perdi tanto.
Já me perdi tanto.
Já saí e voltei.
Já saí e não consegui encontrar o caminho de volta.
Já quis ser legal e amiga e perdi.
Já chorei e sofri por ser assim.
Perdi o que passei dias pedindo ao universo.
Queria tanto ter certeza de que algumas coisas nunca mais acontecerão.
Queria tanto ter certeza que outras coisas e pessoas boas virão.
Mas que virão para ficar.
Fazer parte de mim.
Entrar aqui e nunca mais sair.
Queria ter certeza sobre o sentido da vida.
Pelo menos o sentido da minha vida.
Sinto-me perdida.
Sinto-me vazia.
Perdida no meu imenso mundo particular.
Às vezes queria tanto sair daqui.
E encontrar um lugarzinho simples e aconchegante para mim.
Acho que essa é a única certeza que tenho.
A certeza de todas as coisas que eu desejo para mim