"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...Ou toca, ou não toca." - Clarice Lispector

Por aqui passam

sábado, 5 de junho de 2010

“Uma vez, uma história e um soldado”.




E vagando pelos pensamentos alheios, encontrei uma história bem triste que chamou minha atenção.
Talvez por conhecer bem o dono daquelas palavras
Eu o via como o personagem principal daquela história.
Um soldado
Que lutava na guerra
Que foi treinado para matar as tropas inimigas
Um soldado que tinha sentimentos
Essa é a única coisa que um soldado não pode ter em combate
Por isso ele perdeu a guerra
Foi uma guerra e tanto
A ultima batalha de sua vida
A guerra que foi criada por ele
Alimentada pelos seus desejos
Que soldado infeliz!
Quis passar a moral de uma história perdida
Tento imaginar a aflição que sentia ao escrever aquelas palavras
O soldado que criticava
Aquilo foi auto mutilação
O capitulo mais triste de sua vida foi o medo que sentia
Era um medo causado pelo remorso de seus atos
Pobre soldado!
Achava que era de chumbo
Sentia-se indestrutível
Não gostava de matar
Mas nunca poderia admitir sua fraqueza
Ela era nítida!
Mas passava por cima de tudo
Como se fosse um trator
Pobre soldado!
Sua lagrimas de dor eram internas
Não tinha coragem de ser humano
Para ele ser quem era
Era motivo de orgulho
Mesmo que fosse só artificial
A guerra destruiu quase tudo
Que guerra terrível viveu aquele soldado!
Sua guerra intima
Suas crises existenciais
Pobre soldado!
Eu quis ensinar o amor a ele
Juro que tentei
Mas o soldadinho não se permitia a certos devaneios
E entrou em batalha
Que guerra de sentimentos!
Que fim lamentável teve o pobre soldado
Perdeu a guerra de vaidades
Mas ainda não percebeu
Em sua mente
Visualiza a medalha no peito
Pobre soldado!
O que será dele quando perceber o que aconteceu?
Quando ver as manchas da derrota em sua farda?
Ah...Meu pobre soldado
(Continua...)

“Pensamentos Coloridos”




Sonhos de infância resgatados
Volto anos atrás
O ano é 1.992
Estava crescendo
Começando a entender algumas coisas só observando
Minhas tardes de inverno
Passava acompanhada pela TV que nem por um instante calava sua voz
Ali fui evoluindo
E criando meu mundo particular
Tinha um lindo “cachorrinho”
Quantas vezes ficamos conversando durante horas
Ele sempre foi meu melhor ouvinte
Eu o amava tanto
Ainda lembro-me dos seus olhos redondo e amendoado
Ah.Meu ‘vira lata “preferido”.
Fez-me cia tantas vezes
Ah... Uma curiosidade
Ele adorava biscoitos recheado sabor morango
Ele me entendia
Procurava-me
Gostava dos meus carinhos
Quantas vezes escondido da minha mamãe eu o deixava dormir no tapete da sala
Logo era descoberta
Seus pelinhos brancos por todos os lados nos denunciavam
Logo éramos perdoados
Meu amigo de infância se foi em uma tarde de janeiro
Como fiquei triste!
Mas... Foi passando
Ainda lembro de sua linda “carinha”.
Ele era tão bonitinho
Crescemos juntos – como dizia mamãe
Eu tive que continuar crescendo
Mas ele ficou dentro de mim
Com os meus botões coloridos infantis

Saudades eternas!

“Uma única exceção”




Falar sobre o amor
Sentir o amor
Ter um amor
Viver um amor
Nunca foi fácil
Mas isso não quer dizer que seja impossível
É o medo?
Talvez a vaidade
Sejam os causadores
Do mal de amar
E se aparecer alguém?
Capaz de mudar o mundo
Capaz de mudar tudo
Fazer perder os sentidos
E os pensamentos faltam
Tudo fica perfeito
E no peito...
Alegria ao ouvir uma voz
Sentir o perfume
Sentir o toque
Receber um beijo
E os pensamentos?
(Melhor nem comentar)
O amor pode tudo
Salvar o mundo
Devolver a esperança
Permitir o perdão
Ressuscitar um coração!

“Momentos inesquecíveis”


Únicos e especiais
Mas tudo que é especial
Torna-se único
Conversa casual
Onde você pode ser você
Sem pudores
Sem medo
(Sem vergonha9essa é a melhor parte)
Isso tem nome
Isso é amizade
Pessoas tão diferentes
E ao mesmo tempo tão iguais
Iguais na cia
Iguais na alegria
Iguais na necessidade
Risos descontrolados
Historias estranha e engraçada
Pensamentos malucos
E mais risos...
Esses sonhos penetram na alma
Parece ate competição de felicidade
Parece até magia
È magia
E surgem mais risos
Competição de risadas
E depois ninguém mais lembra o porque de tantas risadas
Mas lá no fundo é pelo simples fato das boas cias.
É uma sensação maravilhosa
Que nesse frio aquece a alma
Mas o tempo corre
E a vida continua
Temos que ir embora
Mas algo nos alivia
Despedidas são tão tristes
Mas no nosso caso é só uma pausa para dar oportunidade para a rotina
Ninguém havia dito que tudo era só risada não é mesmo?
Enfim,
Beijos, abraços, carinhos.
Cada um segue seu caminho
Mas com a certeza de um breve reencontro
Por alguns instantes
Tudo foi perfeito
Por alguns instantes todos felizes
Em casa, temos a sensação.
De que vale a pena